UFC divulga pôster para edição 221 com foco no campeão Robert Whittaker

Depois que Georges St-Pierre deixou o título linear do peso-médio (84 kg) vago, o dono do cinturão interino da categoria, Robert Whittaker, se tornou o único campeão da divisão. E na sua primeira defesa, o australiano enfrentará Luke Rockhold no UFC 221 – evento que acontecerá no dia 11 de fevereiro, em Perth (Austrália). Para este show, o Ultimate divulgou nessa quinta-feira (11) o pôster criado para esta edição.

O anúncio foi feito na conta do Twitter do UFC australiano com a legenda: “Começou a contagem regressiva”. No pôster do evento, Whittaker é o único lutador que aparece em cores. O australiano segura com a bandeira de seu país nas costas e usa, claro, o cinturão de sua categoria. Por trás, o rosto do desafiante Rockhold é visto em preto e branco.

Além da luta principal do evento, a imagem também faz referência ao confronto entre Mark Hunt e Curtis Blaydes, pela divisão peso-pesado. Os atletas serão responsáveis pelo co-main event danoite (veja o pôster do show abaixo ou clique aqui).

Também no card principal do UFC 221, Tai Tuivassa irá encarar Cyril Asker, pelos pesados, Jake Matthews enfrentará Li Jingliang, pelos meio-médios (77 kg) e Tyson Pedro subirá ao octógono com Saparbek Safarov, pela categoria peso meio-pesado (93 kg). Ainda nesta edição do show a presença do brasileiro Jussier ‘Formiga’, pelos moscas (57 kg), foi confirmada.

A carreira de um dos maiores lutadores de MMA brasileiro na história está chegando ao fim. No próximo domingo (14), ninguém menos que Vitor Belfort fará sua despedida do octógono diante de Uriah Hall. Ex-campeão do UFC, o 'Fenômeno' viveu de tudo nas artes marciais mistas durante os mais de 20 anos de dedicação ao esporte. Com isso em mente, venha com a Ag. Fight conferir os 15 momentos mais marcantes na vida do atleta - Florian Sädler
No dia 11 de outubro de 1996, Vitor Belfort estreou no MMA diante de Jon Hess em um duelo cercado de polêmica. Muito mais alto e pesado que o Fenômeno, o americano pedia por uma luta 'valendo tudo'. No fim, o brasileiro não deu nem chances para o adversário e venceu por nocaute em apenas 12 segundos de combate - Erik Engelhart
Menos de quatro meses após o duelo contra Jon Hess, Belfort fez sua estreia no Ultimate de forma memorável. Com apenas 19 anos de idade, o brasileiro venceu duas lutas na mesma noite conquistou o torneio de pesados do UFC 12 - Marcel Alcântara
Em outubro de 1997, oito meses após estrear no Ultimate, Belfort foi para o maior desafio da carreira e conheceu sua primeira derrota. No UFC 15, o brasileiro foi nocauteado por Randy Couture em duelo que colocaria o vencedor próximo do cinturão dos pesos-pesados - Diego Ribas
O primeiro evento do Ultimate realizado no Brasil contou com um duelo recheado de perspectiva entre Wanderlei Silva e Vitor Belfort. E atuação do Fenômeno superou todas as expectativas. Com uma saraivada de socos, o ex-campeão nocauteou o 'Cachorro Louco' com apenas 44 segundos de combate - Felipe Castello Branco
Pouco depois de sofrer a primeira derrota da carreira, Belfort se transferiu para o Pride e se renovou. Conhecido por sua explosão mas também pela falta de gás, o Fenômeno mudou o seu jogo, buscou usar mais o seu jiu-jitsu e chegou até a vencer uma luta por finalização - Erik Engelhart
Em 2002, Belfort participou do reality show Casa dos Artistas junto com a atual esposa, Joana Prado, e negociou a transmissão de sua luta com Chuck Liddell no SBT. Essa foi a primeira luta do UFC a passar na TV aberta do Brasil, em marco para a história do esporte - Reprodução/ Instagram
Um dos maiores traumas na história de Belfort aconteceu em janeiro de 2004. Priscila Belfort, irmã do atleta, foi sequestrada e o seu paradeiro é desconhecido até hoje, acontecimento que mudou os rumos da vida do atleta - Reprodução/Instagram
Mesmo envolto a esse turbilhão, Belfort não desperdiçou a chance de dar o troco em Randy Couture no melhor estilo. Com menos de um minuto de combate, o brasileiro venceu o americano por interrupção médica (o americano machucou o olho nos instantes iniciais) e conquistou o cinturão dos meio-pesados (93 kg) do UFC - Marcelo de Jesus
Depois de perder o cinturão logo em sua primeira defesa diante do mesmo Randy Couture, Belfort disputou mais um duelo contra Tito Ortiz antes de abandonar a companhia. Ao longo de quatro anos depois o Fenômeno se apresentou em outros eventos antes acertar seu retorno ao UFC - Florian Sadler
No dia 5 de fevereiro de 2011, o mundo parou para ver o duelo entre Anderson Silva e Vitor Belfort, valendo o cinturão peso-médio (84 kg) do UFC. E diante de um 'Spider' inspirado, o Fenônemo sofreu um dos nocautes mais impressionantes da carreira ao receber um chute frontal no queiro logo no primeiro round do combate. Essa disputa foi um divisor de águas na história do esporte no Brasil - Divulgação
O TUF Brasil 1 contou com a participação de Vitor Belfort e Wanderlei Silva como treinadores rivais. Os atletas se enfrentariam em uma revanche na final do reality show, mas uma lesão obrigou o Fenômeno a se retirar do combate. Mesmo assim, o programa, o primeiro deste formato no país, revelou alguns atletas que caíram no gosto da torcida - Divulgação
Belfort também teve sua carreira manchada por incidentes com testes antidoping. Quando ainda era atleta do extinto Pride, o brasileiro testou positivo para substância proibida após o duelo contra Dan Henderson. Contra Jon Jones, em 2012, o brasileiro a foi acusado pelo americano de usar esteroides após um exame acusar altos índices de testosterona no corpo do desafiante. Além disso, o Fenômeno era um dos lutadores que faziam uso TRT (reposição hormonal), método que hoje é proibido pela USADA - Reprodução
Os últimos anos da carreira de Belfort foram marcados por lutas no Brasil. Desde 2012, foram oito apresentações em casa, com cinco vitórias, duas derrotas e uma luta sem resultado. Essa nova fase em sua carreira marca a sua reaproximação com o público nacional, tornando um dos nomes do MMA com maior inserção entre os fãs - Inovafoto
Após a proibição do uso de TRT (reposição de testosterona), muitos sugeriram que o atleta não teria mais o mesmo rendimento que em outros tempos. De fato, o Fenômeno atravessou um período de três lutas sem vitórias e, aos 40 anos, não apresenta o mesmo vigor físico que o tornou famoso no esporte. Por isso o tema aposentadoria acompanha o veterano faz anos... - Florian Sadler
Aos 40 anos de idade, Belfort coleciona na carreira um cartel com 26 vitórias, 13 derrotas e uma luta sem resultado. O Fenômeno é o atleta com mais triunfos por nocaute na história do UFC com doze, um a mais do que Anderson Silva. Além disso, o Fenômeno pode se gabar de ter disputado o cinturão dos médios, ter sido campeão dos meio-pesados e ter vencido um torneio e uma superluta como peso-pesado - Reprodução/ Instagram

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