Treinador revela arma de Holly Holm para bater Cris ‘Cyborg’ no UFC

Holly Holm venceu Beth Correia em sua última apresentação – Diego Ribas

Ao dominar o combate desde o início e nocautear Tonya Evinger no UFC 214, Cris ‘Cyborg’ foi coroada como a segunda campeã peso-pena (66 kg) da história da organização. Naturalmente, após a conquista do título, as perguntas sobre quem a brasileira gostaria de enfrentar em sua primeira defesa de cinturão surgiram, e ela não hesitou em responder que sua preferência é por Holly Holm. No entanto, ao menos de acordo com o treinador da norte-americana, sua atleta possui todos os artifícios necessários para desbancar a dona do cinturão. 

Em entrevista ao podcast ‘Submission Radio’, Mike Winkeljohn garantiu que sua atleta possui habilidades específicas capazes de a colocar frente a frente em igualdade de condições contra qualquer lutadora de MMA como, por exemplo, o seu diferenciado jogo de pernas – típico do boxe, modalidade em que Holly Holm se destacou como campeã mundial antes de migrar para as artes marciais mistas. Virtude esta que proporcionaria boas chances de vitória para a americana. 

“Eu acho que Holly pode bater nela, não há dúvida sobre isso. O que as pessoas não entendem é o quão forte é Holly no clinch, com os seus pés e seus movimentos. Cris definitivamente vai tentar causar dano [nela] a empurrando de costas contra a grade. Você sabe, boa sorte mantendo Holly lá e segurando ela, vindo tão forte assim” analisou o líder da academia ‘JacksonWink MMA’. 

Cris Cyborg está no topo do esporte desde os dez últimos anos, fato que naturalmente faz com que seus oponentes não subestimem suas habilidades. Porém, na opinião de Winkeljohn, a brasileira nunca foi testada contra uma atleta do mesmo nível de Holm – principalmente quando o assunto é poder de nocaute. 

“Sim, Cris é realmente forte, mas acho que Holly se adequa [ao estilo da luta] e é capaz de detê-la. Se você olhar para a porcentagem de nocautes de Holly, acho que ela e Amanda Nunes são as maiores lá fora. Holly tem o poder de parar Cyborg, assim como ‘Cyborg’ tem o poder de pará-la. A diferença é que Holly tem velocidade e seu trabalho de pés”, concluiu. 

 

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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