‘Thominhas’ explica queda de rendimento no UFC: “O nível é outro”

Thomas Almeida tem cartel de 22 vitórias e duas derrotas – Cleber Yamaguchi

‘Thominhas’ Almeida estreou no UFC em novembro de 2014, como uma das promessas para o MMA brasileiro. Invicto como lutador profissional até 2016, o atleta foi derrotado pela primeira vez por Cody Garbrandt, atleta que duas lutas depois se tornaria campeão da categoria peso-galo (61 kg). Em sua última atuação – que aconteceu contra Jimmie Rivera, no último mês de julho – perdeu pela segunda vez em sua carreira. E ele atribui isso ao nível dos seus adversários.

Sem demonstrar grandes preocupações com os resultados negativos, Thominhas explicou que manteve a trocação como carro-chefe do seu plano de jogo nos dois confrontos, mas foi superado pelo simples fato de estar entre os melhores do mundo por conta do alto nível que o UFC mantém com os seus contratados. Em entrevista exclusiva à Ag. Fight, o brasileiro afirmou que nenhuma de suas derrotas aconteceram por um motivo específico, e que é preciso seguir em frente.

“Não aconteceu nada [que causasse as derrotas], o nível dos lutadores é outro, acho que isso explica. A primeira derrota [contra Cody Garbrandt] foi por nocaute, eu entrei na luta para partir para a trocação franca, mas ele acabou acertando um soco em mim e me nocauteou. Paciência, aconteceu. E esse último confronto [contra Jimmie Rivera] foi uma luta bem dura, bem parelha. Então, para quem os juízes dessem, seria válido. Não tem muito o que pensar. O nível é alto agora. Eu estou lutando contra um dos melhores do mundo”, analisou o atleta.

O lutador atribuiu esse aumento no nível dos seus oponentes à sua categoria, que, para ele, está entre as mais equilibradas da organização. A facilidade de informação sobre os outros atletas também auxilia os treinamentos a serem mais específicos para cada adversário, o que dificulta o seu trabalho.

“Em cada luta eu preciso buscar a evolução para estar sempre melhorando, acho que o esporte evoluiu muito. Todos os atletas, pelo menos os de alto nível que estão no top 10, todo mundo estuda todo mundo. A gente sabe os pontos fracos e os pontos fortes do outro, então eu tenho que estar sempre buscando evoluir e melhorar, porque o nível é muito alto, são todos muito competitivos. Ainda mais na minha categoria, que, na minha opinião, é uma das categorias mais disputada do UFC”, comentou o brasileiro.

Thominhas chegou a ter 21 vitórias consecutivas antes da sua primeira derrota na carreira, e isso fez com que ele fosse considerado uma promessa no MMA brasileiro. Apesar de toda a pressão que esse título pode criar, o lutador garantiu que não enxerga essa cobrança como um fator negativo e que isso não afeta o seu treinamento.

“Não coloco isso como pressão não, muito pelo contrário. Eu coloco isso como uma fonte de motivação no meu dia a dia, quando eu vou treinar. Isso faz com que eu consiga treinar cada vez mais forte. E eu gosto. Esse é o meu combustível mesmo, isso é o que me motiva. O que eu mais quero, desde quando eu comecei, é estar entre os melhores do mundo, lutar contra os melhores. Consegui e represento o meu país, então eu não coloco isso como pressão, eu coloco isso como um ponto positivo”, afirmou.

Thomas Almeida ainda não tem data nem adversário definido para o seu retorno ao octógono mais famoso do mundo. O planejamento do atleta da Chute Boxe é voltar a subir no cage ainda este ano, possivelmente em dezembro.

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