Sob pressão! Thales admite cobrança, mas afasta medo de corte do UFC

Thales Leites precisa vencer para espantar má fase – Felipe Castello Branco

Thales Leites entrará no octógono neste sábado (22) com a missão de vencer Sam Alvey e espantar de vez a pior fase que vive em sua carreira. O duelo entre os pesos-médios (84 kg) será um dos que farão parte do card principal do UFC Fight Night 108, que será disputado na cidade de Nashville (EUA).

O atleta da Nova União vem de três derrotas nas últimas quatro lutas que disputou pelo maior torneio de MMA do mundo. Portanto, com a atual postura do UFC de não ter muita paciência com atletas que possuem desempenho ruim no octógono, seria natural que Thales se sentisse pressionado por uma vitória. Mas não é bem assim. Em conversa com a Ag. Fight, o lutador oriundo de Niterói afastou qualquer tipo de medo em ser cortado do Ultimate, apesar de admitir uma cobrança a mais por vitória pela situação que passa.

“Não sinto não (pressão). Eu não fico me colocando pressão. Me coloco um pouco, mas canalizo para uma coisa boa. A obrigação de vencer está sempre na minha cabeça, independentemente de estar vindo de três, seis ou dez vitórias ou se está vindo de cinco derrotas. É claro que quando você vem de derrotas, acaba se cobrando um pouco mais e ficando um pouco mais receoso. Mas o jeito é canalizar isso para levar para o lado bom”, garantiu o atleta de 35 anos.

“Nem é receio de ser demitido. Para ser demitido, basta estar vivo. Já vi gente ser demitida depois de vitória, já vi gente ser demitida por não renovar contrato… não é por ser demitido, até porque a gente não recebe salário mensal. É receio na renovação de luta e em não dar continuidade. Mas não fico pensando nisso”, completou.

Do outro lado do cage estará Sam Alvey, que, ao contrário de Thales, vive um ótimo momento. O americano vem de quatro vitórias seguidas e luta para subir degraus na lista dos melhores dos médios, onde atualmente ocupa a 13ª colocação. Com o apelido de ‘Sorrir’, o atleta de 30 anos tem a característica de, ao contrário da maioria dos lutadores que preferem fechar a cara nos momentos que antecedem o combate, estar sempre de bem com a vida e com um enorme sorriso no rosto. E essa postura parece agradar Thales Leites.

“Acho ótimo isso. Ele luta leve e feliz, mostrando o que está fazendo. Ao contrário de outros que parecem que estão lá e pensando ‘o que estou fazendo?’. Esse é o pensamento. Treinar e ir lá mostrar o que você tem de melhor, com alegria por estar ali. É claro que ele demonstra muito mais, mas nem sempre é aquilo. Não o conheci pessoalmente, mas ele parece um cara muito gente boa. Mas ele é um cara bem concentrado e bem perigoso, independente de estar sempre sorrindo”, resumiu.

A vida no esporte chega ao fim para qualquer atleta e o que permanece é o legado deixado por eles. No MMA, alguns grandes nomes abandonaram os cages nos últimos meses. Confira os top 10 lutadores que penduraram suas luvas recentemente - Divulgação/UFC
Ex-campeão dos pesos-pesados do Pride, Mirko Filipovic, mais conhecido como 'Cro Cop', é considerado uma lenda do MMA. Com 49 lutas em 15 anos de carreira, o croata se aposentou em grande estilo em dezembro passado após vencer um torneio sem limite de peso do Rizin - Reprodução/site UFC
Membro do Hall da Fama do UFC, Tito Ortiz é ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) do Ultimate onde fez cinco defesas de cinturão. Em janeiro passado, o americano finalizou Chael Sonnen pelo Bellator em sua despedida do esporte - Diego Ribas
Poucos atletas tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Dan Henderson. Com quase 20 lutando MMA profissionalmente, 'Hendo', foi campeão do Pride em duas categorias e do Strikeforce. O veterano encerrou o seu vínculo com o esporte aos 46 anos de idade depois de disputar o cinturão dos médios (84 kg) do UCF contra Michael Bisping - Florian Sändler
Um dos maiores vendedores de pay-per-view da história do UFC, Brock Lesnar passou quase cinco anos afastado do MMA e atuando somente na WWE. Ex-campeão dos pesos-pesados, o gigante americano retornou em julho passado e encarou Mark Hunt no histórico UFC 200. Após o duelo, o wrestler foi pego no exame antidoping e suspenso. Consequentemente, o atleta anunciou sua aposentadoria definitiva - Diego Ribas
Um dos maiores nomes do MMA feminino da história, Miesha Tate foi campeã peso-galo (61 kg) do Strikeforce e do UFC. Dona de uma carreira que durou quase 10 anos, a americana declarou a sua aposentadoria em novembro passado depois de ser derrotada pela compatriota Raquel Pennington - Diego Ribas
Aos 33 anos de idade, Anthony Johnson anunciou a sua aposentadoria depois de ser finalizado por Daniel Cormier no UFC 210. Famoso por seu poder de nocaute, o americano colecionou na carreira um cartel com 22 vitórias e seis derrotas - Diego Ribas
Ex-campeão peso-pena (66 kg) do WEC, Urijah Faber conquistou 34 vitórias em sua carreira. A última luta do 'California Kid' aconteceu em dezembro de 2016 quando ele derrotou Brad Pickett - Diego Ribas
Finalista do TUF 4 no peso-médio (84 kg), Patrick Coté chegou a disputar o título da divisão em 2008 quando sofreu uma lesão no joelho no duelo contra Anderson Silva. Aos 37 anos de idade, o canadense anunciou a aposentadoria depois de perder para Thiago 'Pitbull' no UFC 210 - Divulgação UFC
Com seis derrotas em suas últimas sete lutas, Brad Pickett anunciou a sua aposentadoria em março passado. Aos 38 anos de idade, o americano colecionou na carreira um cartel com 25 triunfos e 14 reveses - Florian Sädler
Participante do TUF 2, Joshua Burkman começou a competir MMA em 2003. Em março passado, após ser finalizado por Michel 'Trator' no UFC Fortaleza e acumular a quinta derrota em seis lutas, o atleta anunciou a aposentadoria aos 36 anos de idade - Felipe Castello Branco

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