Promessa mexicana revela desejo de lutar no UFC Nova York

Alexa Grasso derrotou Randa Markos no UFC México -Facebook

No último dia 5 de agosto, Alexa Grasso enfrentou Randa Markos na luta co-principal do UFC México e, após uma grande atuação, levou a vitória na decisão dividida dos juízes. Com o resultado, a mexicana voltou a figurar entre os top 15 da categoria peso-palha (52 kg) do Ultimate e já sabe quando quer agendar a sua próxima apresentação: para o show de número 217, marcado para o dia 4 de novembro, em Nova York (EUA).

Em conversa com a reportagem da Ag. Fight, Alexa confessou o seu desejo de se apresentar em um dos maiores eventos do UFC no ano e em uma das maiores cidades do mundo. Além disso, de acordo com a mexicana, o tempo até o evento seria ideal para uma eventual preparação.

“Eu adoraria lutar no dia 4 de novembro, em Nova York. Estou treinando com essa data em mente. Esse seria o tempo ideal para eu me preparar para uma luta, umas sete semanas. Mas isso não depende de mim. […] Eu disse anteriormente que a minha meta para esse ano era alcançar o top 10. Então, espero que me deem uma luta antes do ano terminar para que eu possa alcançar esse objetivo. E, depois, claro, seguir subindo para um dia disputar o cinturão”, declarou.

Consciente de que sua vitória em cima de Randa foi questionada por muitos, Alexa admitiu que enfrentou dificuldades ao encarar uma atleta com muito mais experiência. Contudo, para a mexicana, ela foi merecedora da vitória.

“Foi uma luta difícil, nós duas demos o melhor. Mas a minha pressão e contundência foram superiores. Por isso, ganhei. Na minha visão, eu venci o primeiro e o terceiro rounds e ela o segundo, porque cometi um erro ao soltar ataques no corpo e ela conseguiu me derrubar. Mas mudei a estratégia para o terceiro round e fui bem. […] São as melhores atletas do mundo. Ela tem muito mais experiência que eu, tem mais tempo que eu no esporte. No fim das contas, fiquei satisfeita com o que fiz. Foi uma vitória muito importante para mim e para minha carreira”, apontou.

Assim como na luta contra Randa, Alexa também passou dificuldades na derrota para Felice Herrig – a primeira da carreira – em fevereiro passado. Na ocasião, de acordo com análise da própria mexicana, foi o nervosismo que influenciou na sua atuação.

“Eu fiquei nervosa por encarar uma atleta veterana, com mais tempo, mais nome. O nervosismo me venceu, mas aprendi muito com essa luta. Às vezes, aprendemos com nossos erros. Não estou contente por ter perdido, mas foi uma grande experiência. Foi uma situação que fiquei tão nervosa que acabou me atrapalhando. Estava desconcentrada e as coisas saíram erradas”, analisou.

Promessa no UFC

Ao lado de Yair Rodriguez, Alexa é apontada como uma das grandes promessas mexicanas no Ultimate e, inclusive, já recebeu elogios do presidente da organização, Dana White. Para a mexicana, é importante abrir os olhos do mundo para o México.

“Creio que todos estamos fazendo um excelente papel porque estamos treinando muito duro. Somos a nova geração e devemos fazer o melhor que podemos, cada vez que temos a oportunidade de lutar. Não sinto pressão alguma, eu gosto de fazer as coisas da forma certa e espero que todos voltem seus olhos para o México. Temos escolas, treinadores, alunos e muito talento”, apontou, antes de garantir que, um de seus objetivos, é servir de exemplo para outras pessoas.

“Me dá gosto ver que as pessoas apreciam o meu trabalho. Quero ser um bom exemplo. Fazer as coisas direito dá muitos resultados. Quero motivar crianças, adolescentes, meninos e meninas, que todas as pessoas se motivem a fazer exercício e se alimentar corretamente. Espero que possa fazer um bem social”, afirmou.

Por fim, a mexicana deixou claro que aprecia os comentários dos fãs a respeito de sua beleza. No entanto, Alexa fez questão de deixar claro esse fator é indiferente e o que importa é lutar em alto nível: “Agradeço os elogios a minha beleza, mas sou mais que um rosto bonito. Treino muito, me esforço demais e faço muitas coisas para obter resultados. O que mais me importa é ser uma excelente atleta”.

Lutadora profissional desde 2012, Alexa chegou ao UFC no ano passado e já fez três lutas na companhia. Aos 24 anos de idade, a jovem mexicana coleciona na carreira um cartel com dez vitórias e uma derrota.

Faltando menos de quatro meses para o fim de 2017, muita coisa ainda tem para acontecer com diversos brasileiros no UFC. Enquanto alguns atletas seguem em busca de seus objetivos, outros tentam se reerguer após derrotas. Confiram 14 lutadores nacionais para se ficar de olho até o ano terminar - Diego Ribas
Após perder o cinturão peso-pena (66 kg) do UFC em junho passado para Max Holloway, José Aldo já deixou claro que quer voltar a lutar ainda em 2017 - o atleta sinalizou o UFC 217 como uma possibilidade - Marcelo de Jesus
Após derrotar Derek Brunson em fevereiro passado, Anderson Silva voltará ao octógono no dia 25 de novembro contra Kelvin Gastelum em busca da segunda vitória consecutiva - fato que não acontece desde 2012 - Diego Ribas
Depois de perder para Alistair Overeem em julho, Fabrício Werdum precisa passar por Derrick Lewis para continuar sonhando em reconquistar o cinturão dos pesados. O duelo está marcado para o UFC 216, evento que será realizado no próximo dia 7 de outubro - Diego Ribas
Suspenso dos cages por mais de um ano, Lyoto Machida volta ao octógono no UFC São Paulo, evento marcado para o dia 28 de outubro, diante de Derek Brunson. A última luta do carateca foi em junho de 2015 - Erik Engelhart
No último dia 29 de julho, Demian Maia perdeu para Tyron Woodley a disputa do cinturão meio-médio (77 kg) do Ultimate. Agora, o brasileiro já tem data para voltar ao octógono: assim como Lyoto, o paulista participará do UFC São Paulo e enfrentará Colbu Covington - Felipe Castello Branco
Após ser nocauteado por Alexander Gustafsson em maio passado, Glover Teixeira também estará em ação no UFC São Paulo. O mineiro enfrentará Misha Cirkunov - Diego Ribas
Rafael dos Anjos se credenciou como um dos aspirantes a disputar o cinturão dos meio-médios (77 kg) do Ultimate. Após finalizar Neil Magny de forma avassaladora no UFC 215, o brasileiro voltou seus olhos para o campeão Tyron Woodley. Será que ele consegue um title-shot ainda esse ano? - Felipe Castello Branco
Sem lutar em Saitama no Japão desde 2006, Maurício Shogun retorna à cidade onde se consagrou campeão do extinto Pride para encarar Ovince St-Preux no dia 23 de setembro - Inovafoto/UFC
Depois de perder para Joanna Jedrzejczyk em julho de 2016, Cláudia Gadelha venceu as suas duas lutas seguintes e se manteve como a primeira colocada no ranking dos pesos-palhas (52 kg). Agora, a brasileira está escalada para enfrentar a compatriota Jéssica Andrade no UFC Japão - Marcel Alcântara
Assim como a rival, Jéssica 'Bate-Estaca' também foi superada pela campeã da categoria. Essa será a sua primeira apresentação desde a derrota - Felipe Castello Branco
No último dia 29 de julho, Cris 'Cyborg' teve mais uma atuação irretocável e conquistou o cinturão dos penas (66 kg) do UFC. Cogitada para estrear no boxe profissional, a curitibana também é nome forte para se apresentar em dezembro, no último show da temporada - Diego Ribas
Com duas lutas e duas excelentes vitórias por nocaute no UFC, Paulo 'Borrachinha' voltará ao octógono para o maior desafio de sua carreira invicta: encarar o ex-campeão dos meio-médio (77 kg), Johny Hendricks, no UFC 217 - Felipe Castello Branco
Com três boa vitórias consecutivas, Edson Barboza ainda aguarda a definição do seu futuro e pode subir no octógono novamente ainda esse ano. Atualmente, o brasileiro está na 4ª colocação dos pesos-leves (70 kg) - Felipe Castello Branco
Invicta no MMA, Ketlen Vieira conseguiu mais uma excelente vitória no UFC 215 e começa a aparecer como um dos grandes nomes da categoria dos pesos-galos (61 kg) - Reprodução/Facebook

Deixar uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *