Música, dança, atraso e tumulto! Mayweather faz última aparição antes de semana da luta

Floyd Mayweather se apresentou diante de dezenas de jornalistas em Las Vegas – Diego Ribas

O treino aberto organizado pela Mayweather Promotions na última quinta-feira (10), em Las Vegas (EUA), contou com ares de supervento a julgar pelo número de veículos de imprensa que cobriram a apresentação. No entanto, com espaço reduzido na academia do atleta que dá nome à empresa e com sete lutadores com horário marcado para mini sessões de treino para os jornalistas, o que se viu foi um verdadeiro tumulto.

Marcado para se apresentar às 15 h (horário local), Floyd Mayweather iniciou seu treinamento apenas duas horas e meia depois por conta de seu atraso e do tempo demandado para atender a mídia internacional em duas espécies de coletivas improvisadas (uma para veículos online e jornais, e outra para canais de TV). E a partir daí, seu show começou.

Primeiro, ele e sua equipe tomaram conta de um dos dois ringues disponíveis na academia. Após o aquecimento, seguidas sessões de golpes nos sacos de pancadas em dinâmica interrompida algumas vezes pelo próprio atleta que, demonstrando irritação, pedia seguidamente que o som fosse mantido alto de forma que sua trilha sonora (composta por funks americanos, hip hops e até embalos Michael Jackson) pudesse ser escutada em todo o recinto.

Acontece que, enquanto se deslocava entre um saco e outro, em espaço percorrido de cerca de 10 metros, o lutador tinha que driblar as dezenas de jornalistas que se amontoavam ao seu redor. Eles, por sua vez, se espremiam entre as brechas que permitiam boas fotos e imagens para as televisões, o que era consistentemente atrapalhado pelos seguranças e treinadores de Floyd, que o cercavam a cada movimentação.

Diante deste tumulto, parte dos fotógrafos buscava pontos mais altos para, por cima dos presentes, poderem registrar imagens do atleta de 40 anos que retornará de sua aposentadoria no próximo dia 26 de agosto para, diante de Cornor McGregor, campeão peso-leve ( 70 kg) do UFC, buscar a marca de 50 lutas invicto como pugilista profissional. E para encontrarem ângulos bons do americano, escadas, ringues e até aparelhos de musculação foram usados.

Jornalistas se amontoaram em volta de Floyd Mayweather durante treino – Diego Ribas

Atleta mais bem pago de todos os tempos e recordista de venda de pay-per-views, Mayweather provou que está acostumado com tumulto e aglomerações. Tanto que, mesmo diante do aperto no espaço físico, o veterano não perdeu o ritmo em seu treinamento, suou por praticamente 90 minutos e a cada pausa para troca de exercícios encontrava motivação para arriscar passos de dança em sua animada trilha sonora.

Por fim, como uma espécie de ‘grand finale’, o multicampeão mundial de boxe não se apresentou como de costume com pacotes de dinheiro e simplesmente saiu correndo sem se despedir dos presentes após o final da sua série de treinamento.

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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