‘Moicano’ contesta decisão dividida e ressalta sua superioridade contra Stephens

Renato ‘Moicano’ venceu Jeremy Stephens no UFC Kansas City- Reprodução/Facebook

Renato ‘Moicano’ se manteve invicto no MMA ao conquistar seu terceiro resultado positivo no UFC no último sábado (15), quando derrotou Jeremy Stephens, americano que era o favorito nas casas de apostas, por decisão divida. No entanto, apesar de usar sua maior envergadura e conseguir manter os golpes potentes de seu adversário afastados durante a maior parte do combate, o brasileiro foi surpreendido com o suspense que envolveu o anúncio de sua vitória por decisão dividida. E, justamente por isso, ele contestou o resultado de um dos juízes laterais.

Em entrevista ao UFC, o brasileiro não escondeu a sua insatisfação com o responsável por pontuar a vitória em favor do americano. Isso porque, de acordo com Moicano, sua superioridade ficou evidente desde o começo do combate, quando fez prevalecer seu estilo de luta e castigou Stephens com algumas sequências de chutes violentas. Por isso, o brasiliense garantiu que, seja qual fosse o resultado oficial do confronto, ele se consideraria o vencedor moral da disputa.

“Eles deram decisão dividida, mas não vejo como ter sido, machuquei muito a perna dele. Devia até ter chutado mais, mas ele andava tanto para frente que tirava a distância. Um dos meus corners disse que eu tinha perdido o segundo round, mas sabia que não tinha perdido porque ele não me atingiu. Você pode andar para frente o dia inteiro, mas se não atingir você não está ganhando. Eu, pelo contrário, estava atingindo a perna, estava colocando os jabs, bloqueando os golpes dele. Sabia que poderiam dar a vitória para ele, mas sabia que eu estava ganhando. Se dessem a vitória para ele, eu ia perder, mas não ia considerar o resultado, porque cheguei e botei em prática o plano que tracei”, analisou

Além de contestar a decisão dividida, o brasileiro de 27 anos também ressaltou sua preparação para o combate contra Stephens. De acordo com Moicano, seus treinamentos e estratégia fizeram com que seu oponente parecesse estar em câmera lenta, o que facilitou sua esquivas e movimentações durante o combate. De quebra, ele também aproveitou para ressaltar o trabalho de sua equipe.

“Sabia que ia ser uma boa luta porque o estilo não casava. Ele gosta de nocautear e eu sou um cara da decisão, então sabia que ia ter que lutar com ele os três rounds sem desistir. E foi a primeira vez que entrei numa luta vendo tudo, saca? Estava em câmera lenta, ele estava em câmera lenta. Algumas horas até saí de costas, o pessoal vaiou, mas era minha estratégia, e estava vendo tudo o que ele ia fazer. Tanto que todos os golpes fortes dele ficaram na minha guarda e eu bloqueando, um treinamento que fiz muito com Gabriel de Oliveira e com professor Castilho”, completou.

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