McGregor rompe silêncio sobre treinos com ex-campeão de boxe: “Ele foi esmagado”

Conor McGregor garantiu que dominou os treinos contra Paulie Manignaggi – Diego Ribas

Conor McGregor é um franco atirador. Não apenas em sua carreira no MMA, que de tanto sucesso o alçou para um impensável duelo contra Floyd Mayweather nas regras do boxe, como também em seus discursos fora dos cages e ringues, onde passa com precisão sua confiança que o acompanha desde o início de sua caminhada no esporte. E com esse estilo sempre disposto a nunca recuar, o irlandês rompeu o silêncio sobre a polêmica envolvendo ele e o ex-campeão de boxe Paulie Manignaggi.

Escalado para ser parceiro de treinos de McGregor, que se prepara para enfrentar Floyd Mayweather no próximo dia 26 de agosto, em Las Vegas (EUA), Paulie deixou o camp do campeão peso-leve (70 kg) do UFC após se declarar revoltado com a divulgação das imagens que davam a entender que ele havia sofrido um knockdown nos treinos. Com vídeo revelado e mais polêmica em volta do tema, chegou a hora do próprio irlandês romper o silêncio e comentar o assunto.

“Ele estava procurando por uma saída. Os treinos não foram muito bons para ele. Ele levou muitos traumas na cabeça. Nós ficamos preocupados logo depois. Os parceiros de sparring estavam nos dizendo que quando deixaram ele na casa dele após os 12 rounds, o Paulie estava tropeçando para fora do carro”, narrou Conor durante entrevista coletiva na nova sede do UFC na última sexta-feira (11).

Na ocasião, McGregor se apresentou para a imprensa por mais de uma hora em uma sessão de treino para o duelo contra Mayweather. Em forma e um pouco mais leve do que de costume, o irlandês garante que chocará o mundo e provará que atletas de MMA podem competir em igualdade com ídolos do boxe nos ringues. E para isso ele usa de exemplo os dois sparrings de 12 rounds cada que travou com Paulie, ex-campeão mundial.

“Ele foi esmagado contra as cordas, em diversas vezes as cordas seguraram ele. Nós estávamos preocupados, pensamos que o pior poderia acontecer. Ele certamente estava contundido. E assim ele decidiu sair. […] Ele veio, deu o seu melhor e as coisas não foram do jeito dele. Ele teve seu traseiro chutado, teve seu orgulho arranhado, e assim quis seu caminho de saída. É a melhor maneira para um cara como ele sair diante de diversas questões”, provocou.

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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