‘May x Mac’: Executivo minimiza ingressos encalhados e garante quase R$ 200 milhões de bilheteria

Leonard Ellerbe garantiu interesse de Mayweather em lutar agressivamente – Diego Ribas

A notícia do início da semana de que ainda restavam sete mil ingressos para serem vendidos faltando apenas 20 dias da superluta de boxe entre Floyd Mayweather e Conor McGregor surpreendeu aos que acreditavam que os bilhetes se esgotariam rapidamente. Naturalmente, devido à falta de demanda que esse número passa a sugerir, se pensou que o duelo estava rendendo financeiramente abaixo do esperado. O que, em meio a tantas especulações, pareceu incomodar o CEO da ‘Mayweather Promotions’, que garantiu que os lucros vão de vento em popa. 

Em entrevista coletiva durante o treino aberto  para a imprensa realizado na última quinta-feira (10) na academia de Mayweather, em Las Vegas (EUA), Leonard Ellerbe questionou todos os que contestam a magnitude e o lucro que esse duelo irá gerar para todos os envolvidos. E como ele conseguiu isso? Revelando que, apesar da disponibilidade de ingressos, o combate já rendeu mais de R$ 190 milhões de lucro apenas em números de bilheteria. 

“Estou realmente cansado de ouvir essa pergunta, porque agora temos mais de 60 milhões de dólares (cerca de R$ 190 milhões) nas bilheterias. Agora, você me diz em que parte disso parece que as vendas de ingressos são lentas. […] Isso não é um maldito show do Rolling Stones. Essa não é a única coisa que se vende em segundos”, ponderou o executivo.

Mayweather e McGregor se enfrentam no próximo dia 26 de agosto no ginásio T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA). Considerado o melhor pugilista do século 21, o americano fará seu retorno ao esporte, já que que ele estava aposentado dos ringues desde setembro de 2015. Já o o irlandês é o atual campeão peso-leve (70 kg) do UFC e fará a sua estreia profissional no boxe.

Confira abaixo o vídeo do treino de Mayweather (ou clique aqui):

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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