Lutador do UFC rompe o silêncio e abre o jogo sobre luta contra o câncer

Diego Rivas segue invicto após sete lutas no MMA - Divulgação

Diego Rivas segue invicto após sete lutas no MMA – Divulgação

Diego Rivas deixou o octógono alguns meses atrás para lutar uma batalha muito mais difícil: o câncer. Dias depois de garantir o prêmio de ‘performance da noite’ ao vencer Noad Lahat com um nocaute impressionante em fevereiro, o chileno foi diagnosticado com a grave doença. ‘Pitbull’ decidiu manter em segredo a sua luta até algumas semanas atrás, quando o processo de quimioterapia terminou. “O pior já passou, agora é só continuar lutando para me recuperar”, disse para a reportagem da Ag. Fight.

Invicto como profissional no MMA (7-0), ele contou com exclusividade como foi difícil receber a notícia. “Vinha de uma grande alegria e me disseram algo tão grave. Ouvir a palavra ‘câncer’ é o sinônimo de morte, mas graças a Deus ele foi descoberto no tempo. Foi muito chocante para mim, para minha família e amigos. Sempre o pior que pensamos, mas as coisas não são como antes e, quando detectado precocemente pode ser superado. Foi uma fase muito difícil. minha vida estava em jogo “, disse o atleta de apenas 24 anos de idade.

Mas esta não foi a primeira que coube a Rivas encarar uma situação complexa, já que oito anos atrás ele perdeu a mãe. Apesar de todas as adversidades, o otimismo permanece na fala do lutador. “As coisas acontecem por alguma razão. A única coisa ruim não está mais em meu corpo, só tenho que fazer exames para saber que não voltou. Mantendo tudo isto em segredo foi uma decisão pessoal, nem eu e nem a minha família queríamos rumores, não queríamos coisas ditas e inventadas, então eu decidi ir ao público quando saísse dessa”.

‘Pit Bull’ está na última fase dos exames médicos e a cada dois meses faz exames de sangue devem ser executadas. Além disso, ele se recupera da cirurgia no menisco do joelho direito que realizou. E por isso ele não pode voltar a treinar.

Retorno em breve

O entusiasmo na voz do chileno é evidente quando ele fala de sua reaparição no octógono. De acordo com cálculos do atleta, o retorno poderia ser realizado no início de 2017. “Eu ainda não estou treinando por causa do joelho. Foi uma lesão muito antiga que me impedia de dar meu máximo. Esta semana tiraram o imobilizador e, se tudo correr bem, poderei começar a fazer fisioterapia. Se tudo correr como esperamos, em novembro poderei estar treinando 100%. Acho que volto em fevereiro”.

E o que o UFC pensa de tudo isso? O peso-pena (66 kg) garantiu que recebe importante apoio. “Eles se comportaram muito bem. Três dias antes da cirurgia, ligaram para me oferecer uma luta no dia 15 de novembro, mas expliquei a minha situação e me disseram para não me preocupar, que a saúde vem em primeiro”, disse o lutador, que soma duas vitórias no maior torneio de MMA do mundo.

Entre os planos de Rivas está a mudança de categoria para os pesos-galos (61 kg), onde sua estatura seria melhor aproveitada. “Eu quero descer para 61 kg e ver se isso ajuda. Estou sempre pronto para o que vier. Eu realmente quero voltar, sei que tenho muito a provar”, disse o atleta, que foi contratado depois de participar da primeira temporada de ‘The ultimate Fighter América Latina’, em 2014.

Sua intervenção no reality show lhe rendeu popularidade tanto em casa como nos Estados Unidos. “Foi uma das melhores coisas que já aconteceu para mim, me deu muita maturidade como pessoa. Percebi que eu tinha potencial e talento. Não mudaria nada, valorizo o carinho do público, que me dá mais energia para continuar” acrescentou.

Todos aguardam o retorno de Rivas ao octógono: UFC, fãs e mídia. Sua história será um exemplo para milhares. A próxima vez ‘Pitbull’ entrar na gaiola já será uma verdadeira vitória. O triunfo de um guerreiro do MMA.

Josh Barnett deu show em Hamburgo (Alemanha), palco do UFC realizado neste sábado (3). Depois de um primeiro round equilibrado em que os atletas alternaram momentos de superioridade, o americano tratou de se empenhar em levar a luta para o chão, de onde garantiu mais um triunfo para o seu cartel - Reprodução/ site UFC
Mesmo mais cansado, Arlovski se entregou ao combate e levou perigo em todos os momentos em que o confronto esteve em pé - Reprodução/ site UFC
Ao final da disputa, o respeito entre os competidores, veteranos e ex-campeões do UFC, ficou evidente - Reprodução/ site UFC
Alexander Gustafsson voltou a vencer no octógono após amargar duas derrotas seguidas - Reprodução/ site UFC
Após três rounds de claro domínio no chão, Alexander Gustafsson venceu Jan Błachowicz por decisão unânime - Reprodução/ site UFC
Ryan Bader nocauteou Ilir Latifi no 2º round - Reprodução/ site UFC
Melhor em pé, Bader abusou dos chutes e joelhadas de encontrou para minar o rival - Reprodução/ site UFC
Nick Hein venceu Tae Hy por decisão unânime - Reprodução/ site UFC
Jessin Ayari venceu Jim Wallhead por decisão dividida - Reprodução/ site UFC
Peter Sobotta venceu Nicolas Dalby por decisão unânime
Ashlee Evans-Smith nocauteou Veronica Macedo no 3º round - Reprodução/ site UFC
A venezuelana Veronica Macedo perdeu em sua estreia no UFC. No entanto, aos 20 anos, ela é a atleta mais nova no evento e, a julgar pela sua habilidade no taekwondo, a lutadora ainda irá longe - Reprodução/ site UFC
Taylor Lapilus venceu Leandro ‘Brodinho’ por decisão unânime - Reprodução/ site UFC
Depois de insistir em levar a luta para o chão no primeiro assalto, Brodinho cansou e se tornou vítima da precisão do francês - Reprodução/ site UFC
Jarjis Danho e Christian Colombo empataram - Reprodução/ site UFC
Jack Hermansson venceu Scott Askham por decisão unânime - Reprodução/ site UFC
Rustam Khabilov venceu Leandro ‘Buscapé’ por decisão unânime - Reprodução/ site UFC

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