Jon Jones afirma que Lesnar pode usar rivalidade para garantir aumento salarial na WWE

Jon Jones cogitou luta com Lesnar mesmo antes do UFC 214 – Diego Ribas

Mesmo antes de subir aos octógonos e nocautear Daniel Cormier no último dia 29 de julho, em combate que lhe rendeu o cinturão meio-pesado (93 kg) do UFC, Jon Jones levantou a possibilidade de enfrentar Brock Lesnar em uma superluta que movimentaria o mundo das artes marciais mistas. O gigante prontamente pareceu sinalizar positivamente para tal ideia, dando a entender que não seria tão difícil fazer esse duelo sair do papel. No entanto, ao menos sob o ponto de vista de ‘Bones’, a resposta positiva do ex-campeão dos pesados pode ter uma outra finalidade. 

Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, o campeão do UFC sugeriu que Lesnar estaria usando a possibilidade de enfrentá-lo como moeda de troca em uma possível renovação de contrato com a WWE (World Wrestling Entertainment), companhia de telecatch com a qual mantém contrato. Mas apesar de levantar essa suposição, Jon Jones garante não se incomodar nem um pouco com o novo cenário. 

“Eu poderia ver como uma alavanca para receber mais dinheiro e permanecer (com a WWE) ou vir para o UFC. De qualquer forma, acho que seria ótimo se ele viesse ao UFC para conseguir um pagamento gigante, provavelmente o seu maior pagamento no UFC. Agora ele tem isso como uma alavanca para qualquer decisão que tomar. Bom para Brock ter [essas] opções”, analisou o meio-pesado. 

Aos 30 anos de idade, Jon Jones já desbancou os principais nomes de sua divisão, o que explica o seu desejo de subir de categoria e tentar algo novo em sua carreira. E além deste atrativo, o americano revelou que seus treinadores apoiaram um possível combate contra Lesnar, pois, segundo a opinião deles, ele sairia vencedor do duelo. 

“Eu perguntei aos meus treinadores como eles se sentiram sobre isso e todos disseram: ‘Você sabe o que, Jon? Essa é uma luta que dá muito para vencer, e gerará um pagamento muito grande. Então por que não?’. Eu simplesmente continuei [alimentando essa possibilidade] e me diverti, e agora está fora”, concluiu. 

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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