Equipe de Mayweather garante que mudança no tamanho da luva é para facilitar nocaute

Leonard Ellerbe garantiu interesse de Mayweather em lutar agressivamente – Diego Ribas

Sempre presente ao lado de Floyd Mayweather, Leonard Ellerbe, CEO da agência que promove as lutas do ex-campeão de boxe, é uma figura carismática no mundo do boxe. De sorriso fácil e fala mansa, o empresário costuma ser mais claro do que os lutadores que agencia e, por sintetizar assuntos sem delongas, costuma ser alvo de perguntas dos jornalistas. Como, por exemplo, na última quinta-feira (10), durante o treino aberto do seu atleta mais famoso.

Envolto em uma curiosa polêmica a respeito da mudança do tamanho das luvas para a disputa entre Floyd Mayweather e Conor McGregor, Ellerbe garantiu que a redução do material para o tamanho de 8 onças tem como meta aumentar as chances de nocaute ao longo do combate.

“Obviamente, o Floyd quer lutar com luvas de oito onças em vez de dez onças porque as luvas de dez onças são um pouco maior e as de oito onças são melhores para se golpear. E o Floyd quer nocautear o Conor. Esse é o ponto”, narrou durante encontro com jornalistas na academia do atleta.

“Os dois vão buscar o nocaute e essa é a única forma que vejo essa luta acabando: com um nocaute”, analisou. Curiosamente, o pedido para alteração do tamanho da luva surgiu como uma ideia tardia e caberá à Comissão
Atlética de Nevada aprovar ou recusar o pedido em reunião que será realizada apenas dez dias antes da luta.

“Isso quem vai decidir é a Comissão. Nós fizemos essa solicitação, enviamos uma petição à comissão na terça-feira, acredito que eles vão analisar esse pedido na próxima semana. Vamos apresentar o nosso caso para a Comissão e eles vão decidir”, revelou com a calma de sempre.

Parecendo não estar disposto a entrar em polêmicas, o manager se recusou a analisar os recentes problemas no camp de Conor McGregor, que perdeu seu principal sparring na reta final de preparação após sua equipe vazar fotos que davam a entender que ele havia aplicado um knockdown em Paulie Malignaggi.

“Não sei muito sobre isso, a não ser o que vocês têm visto. Só sei que o Floyd está levando o Conor McGreogor a sério. Vocês podem falar que ele não fez isso ou aquilo, Floyd está se preparando da mesma forma que se prepara sempre. Sei que Conor McGregor está vazando coisas para parecer de uma certa forma, mas ele pode lutar. Ele pode lutar”, finalizou.

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

Deixar uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *