De olho no cinturão, Glover Teixeira mira duelos com Daniel Cormier e Jon Jones

Glover Teixeira vem de derrota para Alexander Gustafsson – Diego Ribas

Embalado por uma rápida vitória sobre Misha Cirkunov em dezembro passado, Glover Teixeira, atual número três do ranking oficial dos meio-pesado (93 kg), está de olho em uma possível chance de furar a fila e disputar o cinturão da categoria em breve. Afinal, a lesão de Alexander Gustafsson aliada ao duelo entre o campeão Daniel Cormier e Volkan Oezdemir pode, sim, garantir essa nova oportunidade ao brasileiro, que prefere não desperdiçar energia pensando nisso.

De volta aos treinos após as festividades de final de ano, Glover ainda viajará ao Brasil nas próximas semanas e a partir de fevereiro retomará os treinos de alta intensidade com o foco de pisar no octógono em abril ou maio. Data perfeita para uma disputa de cinturão, embora ele mesmo não descarte a necessidade de talvez fazer outro confronto antes disso.

“Não fico pensando com quem eu vou lutar, vejo uma data mais ou menos. Acho que abril vai ser uma data boa, porque naquela luta [contra Cirkunov] eu ainda estava um pouco com medo da minha mão. Teve a questão ainda da primeira cirurgia que eu fiz, ainda estava sentindo um pouco a mão. Você sente um pouco, quando o tempo muda você sente para caramba a mão, o dedo. Estava com um pouco de receio. Mas graças a Deus deu tudo certo, minha mão está 100%. Então, foi bom essa luta e agora é esperar um pouco, descansar e voltar. Esperar recuperar um pouco”, narrou durante em conversa com a reportagem da Ag. Fight, sem, no entanto, tirar os olhos da chance de ouro.

“Possibilidade sempre tem. É um esporte que tem lesões, acontecem muitas coisas. Pode acontecer agora, para o dia 20 de janeiro. Na minha posição, tem que estar sempre preparado. Por isso já voltei a fazer cardio e perder peso. Me diverti bastante no natal e ano novo, mas já voltei a treinar. Falei com o Cormier. Claro que sei da situação do Gustaffson, espero que ele tenha ótima recuperação, é um guerreiro e amigo. Mas não sabe quando pode voltar, então isso pode adiar a luta dele e quem sabe eu posso lutar antes”, argumentou.

Em abril de 2014, Glover enfrentou Jon Jones em um confronto que terminou com vitória do americano por pontos. Desde então, enquanto o brasileiro se manteve entre os tops mas tropeçou algumas vezes justamente nos duelos que poderiam lhe credenciar ao title shot, o americano manteve a série de triunfos, embora tenha cometido vacilos fora do cage.

Cumprindo suspensão provisória enquanto aguarda o julgamento sobre o seu segundo flagra em um exame antidoping, Jones pode, em caso de um novo retorno rápido ao octógono, voltar a medir força com o brasileiro. E a ideia parece agradar ao veterano de 38 anos.

“Estou na posição que não quero provar nada para ninguém, não preciso. Quero lutar com Cormier pelo cinturão. Se for lutar com o Cormier, se ele perder, para pegar uma vaga, claro, mas o objetivo é sempre o cinturão, quero ser campeão mundial. […] Com o Jon Jones voltando, um monte e gente… Está uma brincadeira né? [risos] Quantas vezes será suspenso pela mesma coisa? Mas é um cara que vende, vai brigar para voltar. […] Ele sempre esteve no topo, roubando ou não. Quem sabe em um futuro próximo?”, deixou no ar.

No entanto, ao mesmo tempo em que visualiza em duelo com Jones, o brasileiro não esconde que os flagras em exames antidoping colocam uma mancha na carreira do americano. Estaria ele fazendo uso de substâncias ilícitas ao longo de sua carreira, antes mesmo da USADA ser contratada pelo UFC.

“Sinceramente, não deixo de pensar se ele estava fazendo isso a carreira toda. As pessoas pensam e a gente também, todos que lutaram com eles. Mas quem sabe a USADA não vai ficar em cima dele. Mas se ele já fez tanto, pode fazer de novo. Se ficar pegando seis meses ou um ano de suspensão, ele vai ficar fazendo [risos]. Assim está bom para ele. É [como se fosse] o campeão e luta uma vez por ano”, ironizou.

 

Sem dúvida, as mulheres deram o que falar em 2017. Com grandes lutadoras dominando alguns dos principais eventos que aconteceram no ano, é possível criar expectativas para que essas atletas espantem mais uma vez o falso rótulo de "sexo frágil". Dito isso, como são pensar em Cris 'Cyborg', melhor lutadora de todos os tempos. Campeã peso-pena (66 kg), a atleta deve fazer no mínimo duas lutas em 2018 e ajudar na construção de sua categoria - Rigel Salazar
Apesar de ter terminado o seu reinado no último ano, Joanna Jedrzejczyk não deixou de ser uma grande lutadora. A ex-campeã das palhas (52 kg) sofreu o seu primeiro revés na carreira no UFC 217, evento que aconteceu no último dia 4 de novembro, ao ser nocauteada por Rose Namajunas. Contudo, essa derrota não apaga o fato da polonesa ter se mantido como campeã da categoria por mais de dois anos. Para 2018, Joanna já prometeu que vai lutar para recuperar o posto mais alto do UFC, que um dia já foi ocupado por ela. - Diego Ribas
2017 foi um grande ano para Rose Namajunas. A americana sofreu com o 'trash talk' feito por Joanna Jedrzejczyk antes do UFC 217 – evento que aconteceu em novembro passado –, mas mesmo assim a atual campeã das palhas (52 kg) superou a polonesa e conseguiu aplicar um nocaute ainda no primeiro round. Com a vitória, 'Thug' conquistou o cinturão da categoria e se tornou o nome a ser batido no octógono. Para fechar o ano, Rose ainda foi escolhida como a melhor lutadora de MMA do ano. Que venha 2018! - Diego Ribas
No próximo ano, um nome deve se tornar ainda mais forte no mundo das artes marciais mistas: Mackenzie Dern. A recém-contratada do UFC fará a sua estreia no octógono na edição 222 do show, no próximo dia 3 de março, em Las Vegas (EUA). A campeã de jiu-jitsu prometeu que para tornar 2018 ainda melhor para a sua carreira deixará a arte marcial "de lado" para se dedicar integralmente ao Ultimate. Mackenzie é lutadora de MMA desde 2016, e em suas cinco atuações saiu vitoriosa em todas as oportunidades. - Diego Ribas
Fiquem de olho em Jéssica 'Bate-Estaca'. Forte, explosiva e cada vez mais completa, a brasileira vem embalada por contundente vitória sobre Claudia Gadelha no UFC Japão e, com poucas rivais à altura, deve disputar o cinturão dos palhas (52 kg) mais uma vez em breve - Rigel Salazar
Sem subir ao octógono desde agosto passado, Alexa Grasso continuará impressionando os fãs de MMA em suas próximas atuações. A mexicana tem apenas uma derrota como profissional e já mostrou que que tem grandes habilidades quando se trata de luta em pé. Das suas dez vitórias como profissional, quatro foram conquistadas com um nocaute. - Reprodução/Facebook
Mesmo com um ano com altos e baixos, Amanda Nunes fechou 2017 "com chave de ouro". Isso porque a brasileira realizou sua segunda defesa bem-sucedida do cinturão do peso-galo (61 kg) ao derrotar Valentina Shevchenko por decisão dividida dos juízes laterais. Para 2018, o próprio Dana White já prometeu uma superluta entre a 'Leoa' e Cris 'Cyborg', o que com certeza dará o que falar. Antes mesmo do UFC 219, no dia 30 de dezembro, Amanda já havia manifestado o seu interesse em enfrentar a campeã do peso-pena (66 kg) feminino. - Diego Ribas
Este ano será de mudanças para Valentinha Shevchenko. Isso porque a atleta natural do Quirguistão se prepara para descer para a divisão recém-inaugurada do UFC: peso-mosca (57 kg). A lutadora fará a sua estreia no UFC Belém, em fevereiro, e já prometeu que mostrará habilidades muitos melhores agora que estará atuando na sua categoria de origem. Apesar de um histórico ruim em disputas de título, já que foi derrotada por Amanda Nunes em sua única oportunidade na carreira, Valentina assegurou que conquistará o seu espaço na nova divisão. - Diego Ribas
A campeã peso-pena (66 kg) do Invicta FC está na mira de Cris 'Cyborg'. A brasileira já revelou o seu interesse em defender o seu cinturão contra Megan Anderson, o que atraiu olhares para a australiana. Das suas dez atuações como profissional de MMA, a atleta foi derrotada apenas duas vezes e venceu em oito oportunidades, sendo seis por nocaute ou finalização. No que depender da atual campeã do UFC, Anderson poderá fazer a sua estreia na maior organização de MMA do mundo em casa, no UFC 221 que acontecerá na Austrália. - Reprodução/Instagram
Depois de ser derrotada por Jéssica 'Bate-Estaca' na 'Luta da Noite' do UFC Japão, em setembro passado, Claudia Gadelha tirou um período de folga para descansar e focar na sua família. Contudo, no fim de 2017, a brasileira deu um "presente de natal" para os seus fãs e anunciou que já havia retomado os treinos e estava pronta para voltar. 'Claudinha' tem apenas três derrotas como profissional, sendo que duas são para a ex-campeã das palhas (52 kg), Joanna Jedrzejczyk. - Marcelo de Jesus

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