Cub Swanson acusa UFC de favorecer atleta russo por amizade com Conor McGregor

Cub Swanson é um dos principais pesos-penas do UFC – Divulgação/UFC

Invicto desde sua derrota para Max Holloway em abril de 2015, Cub Swanson buscará sua quarta vitória consecutiva no próximo sábado (22) no UFC Nashville. No evento em questão, ele enfrentará Artem Lobov, parceiro de treinos de Conor McGregor, e aproveitou para provocar o rival russo. Isso porque o americano garantiu que seu adversário não mereceria estrelar uma luta principal e sugeriu que ele só ganhou essa oportunidade em virtude de sua amizade com o campeão peso-leve (70 kg) do Ultimate.

Em entrevista ao programa ‘The MMA Hour’, na última segunda-feira, Swanson não escondeu sua insatisfação com o que, na sua opinião, pode ser analisado como favorecimento injusto. Para comprovar seu ponto de vista, o americano usou o cartel de Lobov – de 14 vitórias e 12 derrotas – e suas atuações no UFC, já que, em quatro combates, o russo conquistou apenas dois resultados positivos na organização.

“Acho que com o seu cartel e por coisas assim tem gente que merece mais do que ele [Lobov] estar no UFC. Se fosse outro nessa posição, se não fosse pelo Conor, ele precisaria de muito mais vitórias e muito mais coisas. Acho que as pessoas estão chateadas por isso. Eu, particularmente, não gosto dele por isso. […] Quando você cuida da sua carreira como qualquer porcaria, não pode esperar estar em uma boa posição. É isso o que acontece com lutadores profissionais. Não acredito que seja falta de habilidade. Acho que é falta de cuidado com as lutas e de fazer as coisas no momento certo”, relatou.

Aos 33 anos, Swanson foi além da análise sobre os resultados de seu adversário e também pontuou que o convívio com Conor McGregor pode estar afetando a maneira que o russo se promove via imprensa e redes sociais. Como justificativa para seu discurso, o americano relembrou as ofensas que seu próximo adversário usou para atacá-lo e deu a entender que tudo não passa de besteiras sem nenhum fundo de verdade, usadas apenas para sua autopromoção.

“Porque ele está tentando ser alguém, como muitos desses garotos estão tentando ser alguém que não são. Ele está tentando falar besteira. Você sabe, ele me chamou de p*** e disse que eu não tinha saco. Sinto como se essas declarações não fossem verdadeiras. Sinto que, se você quer me chamar de algo, deveria fazer de verdade e não com inverdades. Para mim isso é ridículo e gostaria de fazê-lo como exemplo”, completou.

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Ex-campeão dos pesos-pesados do Pride, Mirko Filipovic, mais conhecido como 'Cro Cop', é considerado uma lenda do MMA. Com 49 lutas em 15 anos de carreira, o croata se aposentou em grande estilo em dezembro passado após vencer um torneio sem limite de peso do Rizin - Reprodução/site UFC
Membro do Hall da Fama do UFC, Tito Ortiz é ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) do Ultimate onde fez cinco defesas de cinturão. Em janeiro passado, o americano finalizou Chael Sonnen pelo Bellator em sua despedida do esporte - Diego Ribas
Poucos atletas tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Dan Henderson. Com quase 20 lutando MMA profissionalmente, 'Hendo', foi campeão do Pride em duas categorias e do Strikeforce. O veterano encerrou o seu vínculo com o esporte aos 46 anos de idade depois de disputar o cinturão dos médios (84 kg) do UCF contra Michael Bisping - Florian Sändler
Um dos maiores vendedores de pay-per-view da história do UFC, Brock Lesnar passou quase cinco anos afastado do MMA e atuando somente na WWE. Ex-campeão dos pesos-pesados, o gigante americano retornou em julho passado e encarou Mark Hunt no histórico UFC 200. Após o duelo, o wrestler foi pego no exame antidoping e suspenso. Consequentemente, o atleta anunciou sua aposentadoria definitiva - Diego Ribas
Um dos maiores nomes do MMA feminino da história, Miesha Tate foi campeã peso-galo (61 kg) do Strikeforce e do UFC. Dona de uma carreira que durou quase 10 anos, a americana declarou a sua aposentadoria em novembro passado depois de ser derrotada pela compatriota Raquel Pennington - Diego Ribas
Aos 33 anos de idade, Anthony Johnson anunciou a sua aposentadoria depois de ser finalizado por Daniel Cormier no UFC 210. Famoso por seu poder de nocaute, o americano colecionou na carreira um cartel com 22 vitórias e seis derrotas - Diego Ribas
Ex-campeão peso-pena (66 kg) do WEC, Urijah Faber conquistou 34 vitórias em sua carreira. A última luta do 'California Kid' aconteceu em dezembro de 2016 quando ele derrotou Brad Pickett - Diego Ribas
Finalista do TUF 4 no peso-médio (84 kg), Patrick Coté chegou a disputar o título da divisão em 2008 quando sofreu uma lesão no joelho no duelo contra Anderson Silva. Aos 37 anos de idade, o canadense anunciou a aposentadoria depois de perder para Thiago 'Pitbull' no UFC 210 - Divulgação UFC
Com seis derrotas em suas últimas sete lutas, Brad Pickett anunciou a sua aposentadoria em março passado. Aos 38 anos de idade, o americano colecionou na carreira um cartel com 25 triunfos e 14 reveses - Florian Sädler
Participante do TUF 2, Joshua Burkman começou a competir MMA em 2003. Em março passado, após ser finalizado por Michel 'Trator' no UFC Fortaleza e acumular a quinta derrota em seis lutas, o atleta anunciou a aposentadoria aos 36 anos de idade - Felipe Castello Branco

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