Apresentador ícone dos EUA aposta que nem derrota de Mayweather abalaria o boxe

McGregor enfrentará Mayweather no próximo dia 26 de agosto  – Florian Sadler

O combate entre Floyd Mayweather e Conor McGregor é cercado de expectativas não apenas por envolver as duas principais estrelas dos esportes de combates da atualidade, mas também pela mancha que uma vitória do irlandês poderia causar em toda comunidade da nobre arte. Afinal, esse resultado marcaria a derrota do maior pugilista do século 21 para um estreante na modalidade. E em meio a tantas especulações sobre o futuro do esporte, Jim Gray, famoso apresentador de televisão norte-americana, comparou um possível revés de ‘Money’ à terceira edição do Super Bowl (final da liga nacional de futebol americano dos Estados Unidos). 

Realizado em 12 de janeiro de 1969, aquele evento marcou a vitória do New York Jets, representante da AFL (liga secundária da modalidade), sobre o Baltimore Colts, representante da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano), em um jogo marcado por grande atuação de Joe Namath, armador da equipe que se sagrou campeã sobre o superfavorito time também da costa leste norte-americana. E a intensão do apresentador ao comparar com o marco do esporte americano foi a de que, independentemente do resultado da disputa, o boxe não será abalado – assim como aconteceu com a NFL naquela ocasião. 

“Foi um pesadelo para o futebol americano quando Joe Namath [liderou sua equipe na conquista da terceira edição do Super Bowl]? Ninguém nunca havia vencido um time da NFL. Ou seja, existe uma primeira vez para tudo. Acho que isso [McGregor vencer Floyd] vai acontecer? Não, mas nada pode acabar com o boxe”, opinou o Jim Gray. 

Marcada para o dia 26 de agosto, a superluta de boxe ocorrerá na cidade de Las Vegas (EUA), e colocará frente a frente dois ícones mundiais dos esportes de combate. Enquanto Mayweather defenderá sua sequência de 49 lutas invicto na nobre arte, McGregor fará sua estreia na modalidade –  o que explica o fato do norte-americano ser o grande favorito para a disputa.

Confira abaixo o treino de Mayweather na última quinta-feira (10) (ou clique aqui):

A prática que envolve drásticos cortes de peso por parte dos atletas nos dias que antecedem os eventos de MMA ainda é uma constante no esporte, mas aos poucos alguns competidores dão amostras de que esse sacrifício nem sempre vale a pena, e Rafael 'Dos Anjos' é um exemplo claro disso. Afinal, após perder duas lutas seguidas entre os leves (70 kg), ele optou por subir de categoria e já figura entre os 10 melhores da divisão dos meio-médios (77 kg). Por isso, a Ag. Fight te mostra outros nove atletas que se deram bem após mudarem de ares - Florian Sadler
Charles 'Do Bronx' alternou vitórias e derrotas na divisão dos penas do UFC (66 kg) nos últimos anos. No entanto, após não bater o peso em seu antepenúltimo combate, o brasileiro foi intimado a subir de divisão. E ao contrário do que se poderia imaginar, a mudança foi um sucesso e ele finalizou Will Brooks, promessa que estreava no Ultimate, ainda no assalto inicial - Jéssica Portassio
Natural da categoria dos leves (70 kg), Alex 'Caubói' Oliveira até perdeu em sua estreia entre os meio-médios (77 kg), mas desde então acumula cinco lutas sem perder. E tal retrospecto faz com que o brasileiro ocupe a 14° posição do ranking da divisão - Marcel Alcântara
Donald Cerrone, também conhecido pelo apelido 'Cowboy', conseguiu manter bom nível de competitividade desde que subiu para os meio-médios (77 kg). Nem mesmo a derrota para o ex-campeão Robbie Lawler minimiza o seu sucesso, já que ele ainda ocupa a 6° colocação no ranking da categoria - Diego Ribas
Desde que subiu para a divisão dos galos (61 kg), Lineker se manteve em alto nível e chegou a alcançar a marca de quatro vitórias consecutivas. Por isso, ele é o atual 5° colocado do ranking da divisão - Diego Ribas
Campeão do TUF (reality show do UFC), John Dodson construiu seu nome na organização competindo entre os moscas (57 kg). No entanto, após perder duas vezes na disputa pelo cinturão, ele subiu para os galos (61 kg) e já acumula duas vitórias e apenas uma derrota - Divulgação UFC
Kelvin Gastelum era um dos atletas mais promissores da divisão dos meio-médios (77 kg), mas seus problemas com a balança o guiaram rumo à divisão dos médios (84 kg). E o resultado não poderia ter sido melhor: apenas uma derrota em seus últimos quatro combates - Tobias Bunnenberger
Oriundo da divisão dos pesados, Daniel Cormier se credenciou como um dos meio-pesados (93 kg) mais dominantes da história do UFC. Desde que desceu para a nova divisão, ele foi campeão, competiu oito vezes e perdeu apenas em duas oportunidades, ambas para Jon Jones - Diego Ribas
Sensação dos médios (84 kg) do UFC, Robert Whittaker é originário da categoria dos meio-médios (77 kg). No entanto, foi após subir de divisão que o atleta atingiu seu grande objetivo na organização: conquistar o título do Ultimate, ainda que este seja interino - Diego Ribas
Único campeão peso-mosca (57 kg) da história do UFC, Demetrious Johnson é o atual recordista de defesas de cinturão da companhia - ao lado de Anderson Silva. Exceção neste lista, é difícil associá-lo à categoria dos galos (61 kg), divisão em que começou sua trajetória no Ultimate e onde não foi campeão - Diego Ribas

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